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Em 2008, um inquérito conduzido pela promotora Deborah Kelly Affonso, no Ministério Público de São Paulo, constatou que dos 1128 modelos que ocupavam a passarela na São Paulo fashion Week, apenas 28 eram negros. Com isso, uma questão foi levantada, existe racismo voltado para modelos negros? Para responder esta pergunta, o Ministério Público do Trabalho (MPT) deu início, na semana passada, a investigação que apura a verdade sobre o mercado de moda no Distrito Federal. De acordo com Márcia Lima, diretora do Capital Fashion Week, não existe preconceito, ao contrário, existe demanda por modelos afro descendentes, pois é difícil de encontrar profissionais com estes tipos de características físicas. “Quanto mais tiver para mim é melhor, porque a gente está tendo dificuldade em achar. Não tem modelo negro no mercado, explica. Quem tem esse biotipo deve procurar virar modelo, porque é um mercado de trabalho fantástico", comenta ela.
(extraído de matéria publicada no Jornal de Brasília - 26/01/10)
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