Selecionado pelo concurso Novos Talentos do Capital Fashion Week, o estudante do 5º semestre de Design de Produto de Moda da faculdade AD1, Ivan Hugo, está empolgado com as novas possibilidades à frente. “Nunca pensei em estar entre os três escolhidos pelo CFW. Estou muito feliz, porque vou começar a trabalhar e a ganhar experiência de um jeito mais eficaz do que eu imaginava”, diz o brasiliense, que aos 22 anos tem a oportunidade de realizar sua primeira coleção própria.
O interesse pelo comportamento humano e pelas artes em todas as suas variações. É assim que Ivan desenha a sua moda. “Customizo minhas roupas desde os 14 anos. Moda é uma arte que extremamente usual. Crio máscaras pras pessoas se fantasiarem pra vida. Acho isso incrível”, explica o futuro estilista. De estilo alternativo, ele acredita que moda é cultura e que exprime as raízes de um grupo para outras pessoas. “Não vejo uma coleção do Hussein Chalayan ou do Galliano como simples roupas. Neles existem milhares de conceitos sócio-culturais que compõe a coleção. Essa é a moda arte, a moda cultura, a moda que reflete as necessidades de um grupo de pessoas que quer algo além de se vestir, que quer crescer”, afirma ele.
E é sob esta ótica que Ivan pensou a coleção Cavaleiros da Terra para a edição de inverno do Capital Fashion Week. Segundo ele, a idéia partiu de uma necessidade das pessoas de entenderem o que significa a mudança e a morte; do medo no apocalipse. Sua intenção é mostrar que o mundo não vai simplesmente acabar, mas que alguma coisa está mudando rápido e com uma força gigantesca. Para isso, usou como referência profetas antigos, povos pagãos e muita coisa egípcia. Traduzindo para a passarela: modelos que acabaram de sair do fim do mundo vivos; com roupas velhas e desgastadas, feitas de tecidos que reforcem esta impressão de sujo e usado divididas em duas cartelas de cores – uma representando o plano material e outra o energético.“Gosto de fazer as pessoas sentirem coisas, seja ela o que for. Acho que o sentimento é a chave para divulgar conhecimento. Cada coleção minha tem uma intenção, um conceito e um sentimento. A intenção projeta algo, o conceito explica e cria as pilastras e o sentimento atinge o publico”, finaliza.





















