Érika Duarte

Aos 23 anos, a brasiliense Érika Duarte sabe bem o que quer da vida: ser reconhecida por seu trabalho com a moda. A estudante de Desenho Industrial da UnB se apaixonou pelo mundo fashion no quarto semestre do curso, quando teve que projetar uma coleção primavera-verão para uma matéria. “Aí me apaixonei e não parei mais”, diz ela, que já conta no currículo acadêmico com quatro coleções de vestuário feminino – dentre elas para uma badalada multimarca da cidade.

Selecionada no concurso Novos Talentos de 2010, Érika enxergou no Capital Fashion Week uma oportunidade de mostrar o seu trabalho. “Ao desenhar uma coleção penso não só na roupa em si, mas em todo o conceito que vem por trás dela. Busco inserir o público dentro do meu universo fazendo-o assim pensar sobre o que lhe está sendo apresentado”, afirma.

Para esta edição de março, a futura estilista criou a coleção A Estética da Feiúra – baseada na filmografia de Tim Burton, inspirada no livro História da Feiúra de Umberto Eco. Em cima disso Érika definiu alguns conceitos e características do feio. “Mostrarei na passarela assimetria, tecidos gastos, formas corroídas e abstratas, silhueta alongada, cintura marcada, peças que lembram o vestuário do século XIX”. Ela optou pelo uso das cores preta e bege, que além de representarem o pessimismo e o lado soturno de Burton, também retratam o contraste claro escuro, muito utilizado pelo diretor. O azul e vermelho que compõem os detalhes das pelas remetem ao otimismo e ao toque de humor das películas. “Enxergo moda como cultura. Para mim, ela nada mais é que um reflexo da sociedade na qual vivemos. Através dela podemos definir os anseios e desejos de quem a veste. Por isso, ao desenhar uma coleção, procuro estar atualizada com os acontecimentos que nos cercam”, explica.

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