Release – Eliana Murargy

.SONHO MASSAI. 

 

A cidade acordou no horizonte entre duas estações anunciaram os pelicanos.
Nessa viagem de ideias imortais, chegaram de todos os cantos do Mundo, homens trajados da sua curiosidade, isentos de cansaço e desejosos de verem ideias imortais.
acordaram doze mulheres.
Diferentes, como só elas. Ausentes de monotonia.

A cidade acordou com vontade de nunca mais adormecer.
Por vezes, é assim. E resta-nos começarmos por ser assim.
Na costa dessa cidade, raiava uma beleza discreta de olhares curiosos.
Comentava-se em silêncio. O segredo Massai.
Os segredos são assim.

Sempre assim o foram.
Os segredos não se contam. Escondem-se.
Os segredos são extensões de silêncio sofisticado.
E no inicio da atrevida curiosidade desfila uma memória universal.

Os ventos fluíram. E neles o resto da imaginação dourada.
Nos pés a vontade do regresso permitido. Da aventura fácil de se viver.

Os segredos não se contam.
Adivinham-se.
Pelo menos, aqueles homens, vindos de tão longe, com o vento provocado pelos pássaros adivinharam o segredo de uma viagem.
A inocência do vento no rosto do corpo.

Eu nasci do silêncio desse segredo.
Do amor dessas doze mulheres.
Da ideia imortalizada desse amor.
Dos locais absolutos cheios de cor dos mil e um cantos do mundo.

Dos olhares curiosos que não se cansam de procurar.

Dos corpos dessas aves, confiantes.

Do vento.

Eu nasci do vento provocado pelo absoluto silêncio das minhas ideias imortais.
E comigo nasceu o que deve ficar.
A minha colecção.

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